Procedimentos minimamente invasivos proporcionam rápida recuperação, sem cortes ou cicatrizes
O número de diagnósticos de câncer de próstata mais que dobrou nas últimas três décadas, passando de 510 mil para 1,32 milhão de casos anuais no mundo, segundo o Congresso Americano de Oncologia Clínica (ASCO 2025). Com isso, cresce a urgência por soluções que sejam mais precisas e com menor impacto na qualidade de vida dos pacientes.
No Brasil, a radiologia intervencionista vem se destacando, afinal a previsão é de 74 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2025, de acordo com dados do INCA. A especialidade, que utiliza métodos de imagem para guiar procedimentos terapêuticos minimamente invasivos, permite tratar tumores prostáticos e casos de hiperplasia benigna de forma personalizada, com menos dor, menor tempo de recuperação e preservação de funções importantes, como a continência urinária e a função sexual.
Entre as principais inovações estão a eletroporação (ou ablação por eletroporação irreversível), que destrói as células tumorais com pulsos elétricos de alta intensidade, sem causar dano térmico aos tecidos adjacentes, e a crioablação, que utiliza ciclos de congelamento e descongelamento para eliminar o tumor de forma localizada.
Ambas são realizadas por punção percutânea e com rápida recuperação. Além disso, a embolização das artérias prostáticas, técnica desenvolvida e difundida por especialistas brasileiros, é hoje um dos principais tratamentos para hiperplasia prostática benigna (HPB), uma condição que afeta milhões de homens acima dos 60 anos. O procedimento reduz o volume da próstata e melhora os sintomas urinários, sem prejudicar a função sexual.
Para o Dr. Lucas Monsignore, radiologista intervencionista e presidente da Sobrice (Sociedade Brasileira de Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular): “o papel da radiologia intervencionista no tratamento do câncer de próstata vem crescendo justamente porque oferece segurança, precisão e qualidade de vida. São alternativas que podem ser associadas ou, em alguns casos, substituir procedimentos cirúrgicos tradicionais, dependendo da avaliação médica individual”, comenta.
A SOBRICE – Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular, nasce do Clube dos Angiografistas, um encontro científico informal entre profissionais da área para discutir casos clínicos. E é este espírito que a associação, fundada em 1997, mantém ao conectar os médicos intervencionistas, promovendo o intercâmbio de experiências, a inovação das práticas e a divulgação da radiologia intervencionista junto à sociedade.
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